top of page
  • Foto do escritorRadio Catedral

São Marcos Evangelista e o testemunho de registrar e divulgar os ensinamentos de Jesus Cristo

Por Rádio Catedral

São Marcos Evangelista |Imagem: Biblioteca Apostólica Vaticana

A Igreja Católica celebra nesta quinta-feira (25) a memória de São Marcos Evangelista, o judeu que pode ter conhecido Jesus Cristo, mas não era um dos doze apóstolos.


Ele é o autor daquele que é tido como o primeiro dos quatro Evangelhos, escrito em grego. Caminhou ao lado de São Paulo e São Pedro, se tornou o primeiro bispo de Alexandria no Egito, onde foi martirizado.

É padroeiro de Veneza, dos tabeliões, escrivães, vidraceiros e ópticos. É venerado como Santo por várias Igrejas cristãs, além da Católica, como a Ortodoxa e a Copta, que o considera seu Patriarca.


Para entender a trajetória e o testemunho de São Marcos Evangelista, a Rádio Catedral conversou com o Vigário Paroquial da Catedral Metropolitana, Padre Elilio de Faria Matos Júnior,


Quem era São Marcos?

Ele era de família judaica, primo de Barnabé e também citado na Bíblia com o nome de João Marcos (conforme consta em Atos dos Apóstolos12, 12).


Era filho de uma viúva que tinha boas condições financeiras, chamada Maria, que, possivelmente, foi quem colaborou com os primeiros cristãos, abrigando-os em casa no início do cristianismo. Alguns biblistas cogitam a possibilidade da última ceia entre Jesus e os Apóstolos ter sido na casa da família de Marcos. De acordo com o Padre Elílio, estudiosos ponderam que São Marcos estava presente durante a prisão de Jesus.



Padre Elílio lembra que, embora não seja um dos 12 apóstolos, São Marcos teve atuação marcante na expansão do cristianismo ao acompanhar São Paulo e, depois, São Pedro.



Transmissão dos ensinamentos de Cristo até o martírio

São Marcos é o autor do primeiro e menor entre os quatro Evangelhos, escrito entre os anos 50 e 60, sendo base para os escritos de São Mateus e São Lucas. O Vigário Paroquial da Catedral Metropolitana, fala sobre um dos destaques de São Marcos sobre os ensinamentos de Jesus.



A missão evangelizadora de Marcos o levou até o Egito, onde ele foi martirizado entre os anos 68 e 72 depois de Cristo, como explica Padre Elílio.



A História de São Marcos

Fonte: Vatican News


Sobre o Evangelista Marcos, nascido em uma família judaica opulenta, sabe-se o que dizem os Atos dos Apóstolos e algumas Cartas de São Pedro e São Paulo. Ele não foi discípulo do Senhor, não obstante alguns estudiosos o identifiquem com o rapaz, filho da viúva Maria, que, coberto com um lençol, seguiu a Jesus, depois da sua prisão no Horto das Oliveiras. Porém, colaborou com o apóstolo Paulo, que conheceu em Jerusalém, com o qual foi a Chipre e, depois, a Roma. No ano 66, São Paulo escreveu a Timóteo da prisão romana: “Procure Marcos e traga-o com você, porque ele pode ajudar-me no ministério” (2Tm 4,11).

São Marcos em Roma e noutras viagens

Não se sabe se Marcos chegou a tempo a Roma para presenciar ao martírio de Paulo, mas, na capital do Império, certamente, pôs-se a serviço de Pedro. A Basílica romana de São Marcos, em pleno centro histórico, testemunha a sua presença, visto que, - se diz, - a sua casa foi construída sobre o lugar onde surgia a casa onde o Evangelista viveu.

Pedro citou várias vezes o nome de Marcos. Na sua primeira Carta, por exemplo, lemos: “A comunidade que vive em Babilônia (Roma), escolhida como vocês, manda saudações. Marcos, meu filho, também” (1Pd 5,13). E ainda, nos Atos dos Apóstolos, após a libertação “milagrosa” de Pedro da prisão: “Pedro então refletiu e foi para a casa de Maria, mãe de João, também chamado Marcos, onde muitos se haviam reunido para rezar” (Atos 12,12).

Depois da morte do Príncipe dos Apóstolos, não se têm mais notícias de Marcos. Uma antiga tradição diz que ele foi evangelizar o Egito, onde fundou a Igreja de Alexandria. Outra, narra que, antes de chegar ao Egito, esteve em Aquileia, para reconfirmar a evangelização no nordeste do Império. Ali, converteu Hermagoras, que se tornou o primeiro Bispo da cidade. Ao deixar Aquileia, parece que Marcos ancorou, por causa de uma tempestade, nas Ilhas Rialtenses, núcleo original da futura cidade de Veneza. Durante o sono, sonhou que um anjo lhe avisara que deveria permanecer naquela terra, à espera do último dia.

Derradeiro testemunho de São Marcos

O evangelista Marcos morreu, provavelmente, entre os anos 68 e 72, talvez como mártir de Alexandria, no Egito. Assim escrevem os Atos de Marcos, no IV século: “No dia 24 de abril, os pagãos o arrastaram pelas ruas de Alexandria, amarrado com uma corda no pescoço. Jogado na prisão, foi confortado por um anjo. Mas, no dia seguinte, sofrendo atrozes suplícios, morreu. Seu corpo devia ser queimado, mas, salvo pelos fiéis, foi sepultado em uma gruta. Dali, no século V, foi trasladado para uma igreja.

Segundo uma lenda, no ano 828, dois mercantes venezianos teriam levado o corpo de São Marcos, ameaçado pelos árabes, para a cidade de Veneza, onde ainda hoje descansa na Basílica a ele dedicada. Algumas de suas relíquias são conservadas também no Cairo, Egito, na catedral de São Marcos, sede do Patriarca copta-ortodoxo, Tawadros II.

O Evangelho “concreto” de Marcos

Marcos foi considerado o “estenógrafo” de Pedro e seu Evangelho foi escrito entre os anos 50 e 60. Segundo a tradição, ele transcreveu a pregação e as catequeses de Pedro, dirigidas, sobretudo, aos primeiros cristãos de Roma; porém, ele as escreveu sem elaborá-las ou adaptá-las a um esquema pessoal. Eis porque o seu Evangelho demonstra a vivacidade e a singeleza de uma narração popular. A língua era o grego, a mais falada naqueles tempos; o objetivo das suas narrações era mostrar o poder de Jesus Cristo, Filho de Deus, que se manifesta na realização de muitos milagres.

As palavras do Evangelho de Marcos “Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas” – explicou, uma vez, o Papa Francisco, indicam, claramente, o que Jesus quer dos seus discípulos.


Marcos, Padroeiro de Veneza

Em 1071, São Marcos foi escolhido como titular da Basílica e principal Padroeiro da Sereníssima. Na época, Veneza era, indissoluvelmente, ligada à pessoa do Evangelista, cujo símbolo, um leão alado, - que traz um livro com a escrita: “Pax tibi, Marce, evangelista meus” (Paz a ti, Marcos, meu evangelista) – se torna o brasão da cidade, colocado em todos os lugares dominados pela Sereníssima, título dado à República de Veneza.

São Marcos é Padroeiro dos tabeliões, escrivães, vidraceiros e ópticos. É venerado como Santo por várias Igrejas cristãs, além da Católica, como a Ortodoxa e a Copta, que o considera seu Patriarca.

4 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page