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São José: exemplo para a humanidade sobre a confiança nos desígnios de Deus

Por Rádio Catedral com informações da Canção Nova



Nesta terça-feira (19), o branco é a cor da Igreja Católica: é a solenidade em honra a São José, esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus. O Evangelho fala pouco de sua vida, mas o exalta por ter vivido segundo “à obediência da fé” (cf. Rm 1,5) e por ser um homem humilde e justo.


A Igreja venera, com especial honra, como seu patrono aquele a quem o Senhor constituiu chefe da família e protetor da Virgem Maria e do Menino Jesus.


O Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, reforçou o exemplo que São José deixou para a humanidade ao seguir os desejos de Deus.




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A confiança e obediência a Deus


Como destaca o site da Canção Nova, a primeira definição de José, que encontramos no Evangelho de Mateus, é “homem justo”. Diante da inexplicável gravidez da sua noiva, não pensa no próprio orgulho ou na dignidade ferida: pelo contrário, pensa salvar Maria da malvadez das pessoas, da lapidação à qual podia ser condenada. Ele não quis repudiá-la publicamente, mas deixá-la em segredo.


Porém, um Anjo veio sugerir-lhe a escolha mais justa de não ter medo. “Não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus”.


Um Anjo acompanha José nos momentos mais difíceis da sua vida. E sempre diante das palavras do Mensageiro celeste, José reagiu com confiante obediência: recebeu Maria como esposa!


E, depois do nascimento de Jesus, o Anjo volta a advertir-lhe sobre o perigo da perseguição de Herodes. Então, de noite, ele fugiu com a sua família para o Egito, um país estrangeiro. Ali, ele deveria começar tudo de novo e procurar um trabalho.


E quando o Anjo volta, mais uma vez, para avisar-lhe da morte de Herodes, convidando-o a regressar para Israel, ele tomou consigo sua mulher e seu filho e se refugiou em Nazaré, na Galileia, sob a orientação do Anjo.


As dores e alegrias da paternidade


O Vigário Paroquial da Igreja da Glória, Padre Tiago Samuel Nunes Ferro, C.Ss.R., destacou a dedicação desta família aos desígnios de Deus.



Padre Tiago lembra que José e Maria sabiam da dor que Jesus enfrentaria pela humanidade.



Sem dúvida alguma, José amou Jesus com toda a ternura que um pai tem por seu filho: tudo o que José fez foi proteger e educar o misterioso Menino, obediente e sábio, que lhe fora confiado.


Educar Jesus: a imensa desconformidade de uma tarefa de dizer ao Filho de Deus o que é justo e o que é injusto. Enfrentou o sentimento que todo pai sente quando percebe que os filhos não lhes pertencem e que o destino deles está nas mãos de Deus, por isso ele é modelo de paternidade e intercessor dessas causas, como analisa Padre Tiago.


O pároco da Paróquia Bom Pastor Padre Gil Condé destaca o modelo de paternidade que São José inspira nos católicos.



Patrono dos trabalhadores

Mateus, no capítulo 13, fala sobre a profissão de São José, carpinteiro, e como viam nele a virtude do trabalho santificado de modo sublime. Ele trabalha e ensina o menino Jesus no serviço. Por isso, se torna modelo para nós, em nossos ofícios.


Segundo a tradição, José teria morrido circundado por Jesus e Maria. Por esse motivo, é invocado também como protetor dos moribundos. Tal invocação deve-se a todos nós que gostaríamos de deixar esta terra tendo ao nosso lado Jesus e sua Mãe.


As solenidades em honra a São José


Em 1870, o Papa Pio IX declarou José como patrono da Igreja Universal e instituiu outra festa, uma solenidade com uma oitava, a ser realizada em sua homenagem na quarta-feira, na segunda semana após a Páscoa. A festa de 1870 foi substituída no Calendário Romano Geral do Papa Pio XII, em 1955, pela Festa de “São José Operário”, a ser comemorada em 1º de maio. Essa data coincide com o Dia Internacional dos Trabalhadores, desde a década de 1890, e reflete o status de José como santo padroeiro dos trabalhadores.

Em 1870, no Decreto QUEMADMODUM DEUS, o Papa Pio IX proclamou São José como Patrono da Igreja à Cidade e ao Mundo. Logo após, em 1871, o mesmo Papa, na INCLYTUM PATRIARCHAM, Carta Apostólica, concedeu as prerrogativas litúrgicas dos Patriarcas às festas de São José para Perpétua Memória. Em 1889, o Papa Leão XIII emitiu a encíclica Quamquam Pluries, em que pedia aos católicos que rezassem a São José, como patrono da Igreja, em vista dos desafios que a Igreja enfrenta.


Em 1989, por ocasião do centenário dos cultos de Quamquam Pluries, o Papa João Paulo II emitiu o Redemptoris Custos (Guardião do Redentor), que apresentava o papel de São José no plano de redenção, como parte dos “documentos de redenção” emitidos por João Paulo II. Em 1962, o Papa João XXIII inseriu o nome de José no cânon da missa, imediatamente após o da Virgem Maria. Em 2013, o Papa Francisco inseriu seu nome nas três outras orações eucarísticas.

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