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  • Foto do escritorRadio Catedral

"Reconhecer nossas falhas e abrir o coração para Deus", diz Pe. Tarcísio sobre confissão no Natal

Por Roberta Oliveira com informações da Arquidiocese de Juiz de Fora e do A12.com




Durante o Advento, uma forma de se preparar para o nascimento de Jesus Cristo é através da confissão. Várias paróquias estão com o atendimento para oferecer ao cristão este momento de se reconciliar com Deus.


No caso de ter cometido pecado mortal, o CIC ensina, no item 1457, que não se deve receber a Sagrada Comunhão sem antes receber a absolvição por meio do Sacramento da Reconciliação, mesmo estando arrependido, “a não ser que tenha um motivo grave para comungar e não lhe seja possível encontrar-se com um confessor (52).”  Já a confissão dos pecados veniais, aqueles que estamos sujeitos a cometer com certa frequência, é recomendada pela Igreja para que, à medida que lutarmos contra a tendência ao pecado, nossa consciência seja formada de forma que, passo a passo, sejamos mais semelhantes a Cristo, na paciência, na obediência ao Pai, na humildade e na fé.



O pároco da Paróquia São Geraldo, Padre Tarcísio Monay, destacou a importância da confissão neste período de espera do nascimento do Menino Jesus.



Padre Tarcísio Monay lembra que o sentido do Natal vai além da festa material – e a confissão permite esse encontro da pessoa com ela mesma.


Segundo Padre Tarcísio, admitir as nossas falhas abre espaço no coração para que a gente se torne capaz de reconhecer Jesus no próximo.


Padre Tarcísio Monay convida todos a buscarem a confissão e também as reflexões da Novena de Natal para estar com coração e a alma prontos para o Natal.




Quais as diferenças entre pecado mortal e venial?

O pecado é tudo o que impede a graça de Deus em nós, ou seja, um obstáculo para a nossa proximidade e abertura ao amor de Deus. Na Igreja Católica Apostólica Romana os pecados são chamados de pecados veniais e pecados mortais. De acordo com o Catecismo da Igreja (CIC), os pecados necessitam ser julgados conforme a gravidade.

O item 1855 explica que: “O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem por uma infracção grave à Lei de Deus. Desvia o homem de Deus, que é o seu último fim, a sua bem-aventurança, preferindo-Lhe um bem inferior. O pecado venial deixa subsistir a caridade, embora ofendendo-a e ferindo-a.”

Para que um pecado seja considerado mortal existem três condições: matéria grave (blasfêmia, perjúrio, homicídio, adultério, etc.); plena consciência e propósito deliberado. “A matéria grave é precisada pelos dez Mandamentos, segundo a resposta que Jesus deu ao jovem rico: «Não mates, não cometas adultério, não furtes, não levantes falsos testemunhos, não cometas fraudes, honra pai e mãe» (Mc 10, 18).”  (CIC,1858)

Por outro lado, quando o pecador se deixa levar pelas práticas de ofensas, fofocas, ressentimentos, egoísmo, descuido nas práticas religiosas, preguiça, etc., esses são considerados pecados veniais.

Mandamento da Igreja

Confessar-se é também um ato de obediência, ao que manda a Santa Mãe Igreja em um dos seus 5 mandamentos:

  • 1 – Participar da missa inteira nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações de trabalho;

  • 2 – Confessar-se ao menos uma vez por ano;

  • 3 – Receber o sacramento da Eucaristia ao menos pela Páscoa da ressurreição;

  • 4 – Jejuar e abster-se de carne, conforme manda a Santa Mãe Igreja;

  • 5 – Ajudar a Igreja em suas necessidades.


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