Pesquisa da CNBB mostra relação de jovens brasileiros com as práticas religiosas e o ambiente digital
- Radio Catedral

- 20 de jun.
- 2 min de leitura
Por Rádio Catedral, com Vatican News

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, apresentou os resultados da pesquisa nacional "Evangelização da Juventude no Brasil 2025", que traça um amplo panorama sobre a relação dos jovens com a fé, a Igreja, as redes sociais e os desafios da vida contemporânea.
O levantamento ouviu mais de 11 mil e 400 jovens de todas as regiões do país, entre abril e junho deste ano. A maioria dos participantes tem entre 18 e 24 anos.
Os dados mostram que a família continua sendo a principal porta de entrada para a vida religiosa. Sessenta e um por cento dos entrevistados afirmaram ter sido conduzidos à Igreja pela experiência de fé dos pais e avós. Além disso, 98% dos jovens ouvidos se identificam como católicos e 93% já receberam os sacramentos da iniciação à vida cristã.
A pesquisa também revelou que a espiritualidade tem papel importante no enfrentamento das dificuldades do cotidiano. Sessenta e quatro por cento dos jovens disseram que a fé os ajuda a superar problemas diários, enquanto 55,8% afirmaram que a presença pastoral fortalece sua caminhada.
Por outro lado, o estudo acende um alerta para a saúde emocional da juventude. Metade dos entrevistados declarou não se sentir plenamente bem. Entre os principais desafios estão a dificuldade de concentração, apontada por 37,6% dos jovens, especialmente associada ao excesso de exposição às telas, além da ansiedade, da privação do sono e da insegurança, sentimentos relatados por mais de um terço dos participantes.
No ambiente digital, religião e espiritualidade aparecem como os temas mais buscados pelos jovens, superando assuntos como entretenimento, educação e política. As redes sociais, como Instagram, TikTok, X e Facebook, além dos aplicativos de mensagens, são os principais canais utilizados para acesso à informação e interação.
Outro dado relevante mostra que a Igreja Católica ocupa a terceira posição entre as principais fontes de informação para os jovens, sendo citada por 13,5% dos entrevistados, à frente de influenciadores digitais e youtubers.
A pesquisa foi apresentada durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB. O presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, dom Vilsom Basso, destacou que os resultados servirão de base para fortalecer as ações de evangelização em todo o país.
Já o presidente da CNBB, o cardeal Jaime Spengler, ressaltou a importância de aprofundar a análise dos dados para compreender melhor as necessidades, os desafios e as expectativas da juventude brasileira.






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