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Na reta final do período seco, agosto é atipicamente chuvoso em Juiz de Fora

Defesa Civil realiza ações preventivas tendo em vista que o período chuvoso na região sudeste do Brasil ocorre entre os meses de outubro a março. Porém, as primeiras pancadas de chuva costumam acontecer já na segunda quinzena de setembro.


Por Fabíola Castro e Roberta Oliveira


Em 2023, Juiz de Fora vivenciou o mês de agosto mais chuvoso dos últimos 37 anos, de acordo com dados da Estação Meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foram registrados 69,2 milímetros de chuva. O último registro de chuvas tão significativo em agosto ocorreu em 1986, quando o Inmet registrou um volume de 77,2 milímetros de chuva no mês.


Depois das chuvas atípicas para esse período, com a aproximação da época chuvosa, a Defesa Civil de Juiz de Fora realiza ações de prevenção e orientação à população, como destaca o Supervisor de Mapeamento e Monitorização de Riscos, Eduardo Oliveira.


Eduardo Oliveira explica que o que favoreceu para que o último mês de agosto fosse muito chuvoso em Juiz de Fora.


De acordo com a Defesa Civil, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) atualiza anualmente o Plano de Contingência de Desastres Geológicos e Hidrológicos, que envolve diversas instituições para alinhar estratégias de ação diante de eventos adversos relacionados às chuvas.


As ações preventivas acontecem durante todo o ano, segundo o órgão, que destacou ainda que mais de 60% (679) das vistorias realizadas pela Defesa Civil em 2023 foram de caráter preventivo a fim de orientar a população e encaminhar ações necessárias para redução do risco, como a implantação de leiras para desvio das águas pluviais e a instalação de lonas.


As áreas de risco, conforme a Defesa Civil, são monitoradas e o mapeamento desses locais é atualizado de forma constante. Além disso, o órgão disse ainda que realizou capacitações em escolas e ampliou o quadro de voluntários.


De acordo com os dados da Defesa Civil, em Juiz de Fora, há, atualmente, 142 áreas de risco geológico e 27 de risco hidrológico. Os locais são monitorados constantemente, o que fornece embasamento para ações de prevenção. O mapeamento, segundo o órgão, está em constante atualização e está disponível em no site da PJF. Após ser integrada à Secretaria de Governo a Defesa Civil aderiu a um perfil preventivo, a fim de agir com maior efetividade e evitar desastres.


O período chuvoso na região Sudeste do Brasil ocorre entre os meses de outubro a março. Porém, as primeiras pancadas de chuva costumam acontecer já na segunda quinzena de setembro, evidenciando o declínio da estação seca.


Drones para prevenção


A Defesa Civil de Juiz de Fora realizou um curso de pilotagem de drone na última quarta-feira, 6. O curso contou com parte teórica, simulação de voo e parte prática. O objetivo, segundo o órgão, é preparar a equipe da Defesa Civil para utilizar a ferramenta em ações de resposta e recuperação no período chuvoso.

Algumas vistorias realizadas pela Defesa Civil são em locais de difícil acesso, por isso a importância da utilização do drone. Além disso, com o equipamento é possível realizar o mapeamento de áreas de risco mais extensas e com maior nível de detalhe. Ao todo 14 servidores da Defesa Civil estão aptos para realizar a pilotagem de drone, de acordo com o órgão.


A partir dessa capacitação, as equipes são capazes de ampliar o levantamento de informações para avaliar áreas atingidas por desastres.


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