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Pe. Leonardo Pinheiro fala sobre orientações da CNBB para comunhão às pessoas celíacas

Por Fabíola Castro*

*Foto: Site CNBB

A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), levando em consideração a condição crônica na qual se encontram cristãos católicos permanentemente intolerantes ao glúten em sua alimentação, divulgou uma carta na qual orienta os bispos, sacerdotes, diáconos e a todo o povo de Deus sobre o uso do pão e do vinho para a Comunhão Eucarística.


A doença celíaca é uma condição autoimune, desencadeada pelo consumo do glúten presente no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e em todos os derivados destes cereais. Ela pode se manifestar em qualquer fase da vida, afetando todo o corpo e, se não tratada, pode trazer consequências graves para a saúde das pessoas celíacas. Há formas dessa doença em que a pessoa é afetada até mesmo pela presença de traços de glúten ou até pelo simples contato com ele. Segundo as estatísticas, a cada 400 pessoas, uma é celíaca.


O assessor da Comissão para a Liturgia da CNBB, Padre Leonardo Pinheiro, comenta sobre a publicação das orientações.

O texto divulgado é assinado pelo bispo de Paranaguá (RS), Dom Edmar Peron, e informa como os fiéis que tiverem extrema intolerância ao glúten, de tal forma que até mesmo uma pouca quantidade é capaz de causar-lhes graves sequelas, podem comungar, como explica Padre Leonardo.

Na carta, a comissão chama atenção ao fato da importância que os bispos, presbíteros, diáconos e ministros extraordinários da Comunhão Eucarística devem dar à doença e aos cuidados que ela exige, entre eles, atenção para que o cálice de uso do celíaco não tenha contato com partículas com glúten ou materiais que possam ter tido esse tipo de contato, a fim de garantir a Comunhão Eucarística segura dessas pessoas.

De acordo com o assessor da Comissão para a Liturgia da CNBB, Padre Leonardo Pinheiro, esse ritual não invalida a ação litúrgica.

Padre Leonardo destacou em sua primeira fala, o que está na carta, e que o Santo Padre também orienta: "Desejamos com isso favorecer aquilo que nos recorda o Papa Francisco em seu discurso de 11 de junho de 2016: ‘a comunidade cristã está chamada a trabalhar para que cada batizado possa fazer a experiência de Cristo nos sacramentos’”.


*Com informações do site da CNBB