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Padre Luisinho reúne, em três livros, temas divulgados pelo jornal “O Lampadário”


Imagem do site da Arquidiocese JF.

A Arquidiocese de Juiz de Fora se prepara para celebrar, daqui a pouco mais de três anos, o centenário de criação da Diocese. Nossa Igreja Particular foi criada através da Bula Pontifícia “Ad Sacrosancti Apostolatus Officium”, do Papa Pio XI, em 1º de fevereiro de 1924, e teve Dom Justino José de Santana como seu primeiro Bispo.


Dom Justino governou a Diocese de Juiz de Fora durante 33 anos, mais precisamente até sua morte, em 9 de junho de 1958. Durante esse tempo, ele foi responsável pela fundação de quatro importantes obras: o Seminário Santo Antônio, órgão formador dos futuros presbíteros; o Patronato São José, que amparava as crianças mais pobres; a Catedral de Santo Antônio, Igreja-mãe de toda a Diocese; e o jornal “O Lampadário”, instrumento de evangelização e grande divulgador de notícias.


A Catedral e o Patronato São José são tema de um livro publicado no fim do ano passado pelo Padre Luís Antônio Baldi Fávero. Para tal, o sacerdote lançou mão justamente do veículo de comunicação onde está relatada toda a história da Igreja de Juiz de Fora de 1º de março de 1926 a 29 de dezembro de 1968. As notícias publicadas no Lampadário instigaram, ainda, a edição de outras duas obras pelo presbítero: uma sobre três importantes religiosos do clero de nossa Igreja Particular – Dom Othon Mota, Monsenhor Marciano Bernardes da Fonseca e Padre Rui Nunes Vale – e outra com a reprodução de todas as poesias divulgadas durante o período pesquisado.


Por opção de Padre Luisinho, os livros não são comercializados, mas estão disponíveis para consulta em três espaços de Juiz de Fora: o Arquivo Histórico Arquidiocesano, que fica no prédio da Cúria Metropolitana; a Biblioteca do Seminário Santo Antônio; e a Biblioteca Redentorista, anexa à Igreja da Glória. Além disso, as obras podem ser baixadas através do site da Arquidiocese.


Vale ressaltar, ainda, que o Seminário Maior de nossa Arquidiocese já havia sido tema de um livro publicado pelo padre, datado de 2016.


Volume 1: “O Clero”


Os livros publicados em 2019 são fruto de uma pesquisa de três anos e meio. O ambicioso trabalho, segundo Padre Luisinho, teve início com a investigação sobre Padre Rui e culminou em estudos sobre Dom Othon e Monsenhor Marciano, ambos com processos de beatificação e canonização sendo analisados pela Santa Sé.


Dom Othon Motta foi Bispo Auxiliar de Dom Justino José de Santana de 1953 a 1956 e, de acordo com Padre Luisinho, “foi um presente para todo o povo de Deus. Não media esforços para evangelizar e era verdadeiramente um pastor junto dos diocesanos”. A pesquisa teve o objetivo de acrescentar elementos ao processo de canonização do religioso.


Este também foi o intuito do estudo sobre Monsenhor Marciano, que esteve à frente da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Jacutinga (MG), por 59 anos. Em 2011, o Arcebispo da Arquidiocese de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, concedeu autorização para a abertura dos trabalhos preliminares para seu processo de beatificação e canonização. Em janeiro de 2014, a Santa Sé comunicou que a causa poderia ser levada a efeito, dando prosseguimento aos trabalhos de estudo e divulgação dos fatos referentes ao Padrinho Vigário, inclusive de graças e milagres que ele teria realizado.


Os relatos sobre Padre Rui, por sua vez, vêm de um grande carinho alimentado por Padre Luisinho. “Tive o prazer e a alegria de encontrar-me com Padre Rui poucas vezes em minha vida. Era um homem baixo, franzino, magro, pequenino, mas de coração imenso. […] Este homem fez a opção radical pela pobreza, demonstrando que seu coração era dado aos homens como forma de amor a Jesus Cristo”, afirma o autor do livro em sua apresentação.


Clique aqui e confira a obra na íntegra.


Volume 2: “Construções – Catedral e Patronato São José”

Os relatos sobre a Catedral também nasceram da pesquisa sobre Padre Rui, que foi o Secretário da Comissão Diocesana para a construção do templo religioso. Sendo ainda o Redator-chefe d’O Lampadário, escreveu, nos anos de 1940 e 1941, artigos sobre as obras, sendo sucedido pelo Cônego Isnard da Gama.


No mesmo livro, Padre Luisinho expõe toda a história do Patronato São José, cuja trajetória está descrita no jornal diocesano. A instituição, erigida por Dom Justino, foi construída junto ao Seminário Santo Antônio e acolhia internamente meninos carentes, oferecendo formação integral. “Ao correr os olhos em cada frase ou imagem, [você] irá percebendo o valor deste grande tesouro diocesano e o que representou para a sua época”, afirma o sacerdote na introdução desta parte do estudo.


Clique aqui e confira a obra na íntegra.


Volume 3: “Poesias”


“Diante do ‘O Lampadário’, em muitas pesquisas realizadas, por ser pesquisador, deparei-me com muitas poesias e escritos de cunho poético. Comecei a folhear o semanário e lia uma poesia aqui e outra ali. Na sensibilidade percebi o grande valor daqueles escritos”, conta Padre Luisinho na abertura do último volume lançado em 2019.


Voltado especialmente para aqueles que, assim como ele, são amantes de poesias, a obra traz mais de 480 páginas de textos de autores conhecidos, como Castro Alves, além de sacerdotes e leigos da época.


Clique aqui e confira a obra na íntegra.



*Colaboração: Danielle Quinelato

(Assessoria de Comunicação Arquidiocese Juiz de Fora).

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