Oito são condenados por corrupção e tráfico no sistema prisional de Juiz de Fora
- Radio Catedral

- 16 de abr.
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Por Rádio Catedral

A Justiça de Minas Gerais condenou oito integrantes de uma organização criminosa investigada na Operação Tabernus. As penas variam de oito a dezenove anos de prisão, a serem cumpridas inicialmente em regime fechado.
A decisão atinge policiais penais, servidores públicos e detentos envolvidos em um esquema de corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro dentro do sistema prisional de Juiz de Fora.
A sentença foi proferida pela Comarca de Juiz de Fora, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais. As investigações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, que atuava de forma contínua para facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em unidades prisionais da cidade.
De acordo com o processo, agentes públicos utilizavam os cargos que ocupavam para permitir a entrada desses itens, mediante o pagamento de propina por parte de detentos e familiares.
O grupo também é acusado de movimentar valores elevados de dinheiro, muitas vezes incompatíveis com a renda declarada, utilizando contas de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos.
As provas reunidas incluem interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, análises financeiras e depoimentos de presos, familiares e servidores. Além das penas de prisão, a Justiça determinou a perda do cargo público dos policiais penais condenados e a proibição de exercer função pública após o cumprimento da pena.
Também foi negado o direito de recorrer em liberdade para os réus que já estavam presos ou seguem foragidos.
A Operação Tabernus foi deflagrada em junho de 2024, resultado de uma ação integrada entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, as polícias Penal, Civil, Militar e Rodoviária Federal.
À época, 25 pessoas foram presas, sendo 14 agentes públicos, durante o cumprimento de mandados em cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Ao todo, foram expedidos 27 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens que ultrapassaram R$ 13 milhões. As investigações revelaram uma rede criminosa que atuava principalmente no Complexo Penitenciário de Juiz de Fora, comercializando produtos ilícitos por valores muito acima dos praticados fora das unidades.






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