Mudança em sistema estadual de regulação gera impasse entre PJF e Governo de Minas
- Radio Catedral

- 29 de mai.
- 2 min de leitura
Por Rádio Catedral

Uma mudança no sistema estadual de regulação de pacientes provocou um impasse entre a Prefeitura de Juiz de Fora e o Governo de Minas Gerais. O município afirma que a alteração tem gerado sobrecarga nos serviços de urgência e emergência da cidade.
Segundo a Prefeitura, na noite da última quarta-feira, o Hospital de Pronto Socorro, o HPS, e a Regional Leste receberam um número muito acima do normal de pacientes transportados por ambulâncias do Samu.
A situação teria ocorrido sem registro de acidentes graves ou ocorrências com múltiplas vítimas, o que chamou a atenção das equipes de saúde.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o aumento da demanda começou após a substituição do sistema SUSfácil pela nova Central de Operações para Regulação Estadual, a CORE, implantada pelo Governo de Minas.
A Prefeitura afirma que a mudança concentrou os encaminhamentos principalmente para o HPS e para a Regional Leste, aumentando a pressão sobre as unidades.
Em nota divulgada ontem, a administração municipal classificou como "abrupta" a decisão do Estado e afirmou que a regulação possui caráter regional. Segundo a Prefeitura, não seria razoável deixar de atender pacientes de Juiz de Fora e de cidades próximas para priorizar pessoas oriundas de municípios mais distantes.
O município informou ainda que solicitou ao Governo de Minas o reordenamento do fluxo regulatório e a reconsideração das alterações realizadas.
A Prefeitura também destaca que a substituição do sistema está sendo questionada na Justiça pelo Ministério Público de Minas Gerais, que aponta possíveis riscos na transferência de informações entre as plataformas. Segundo o município, uma decisão judicial favorável ao pedido do Ministério Público foi concedida no último dia 22 de maio.
Já a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais rebate as críticas. Em nota enviada à Rádio Catedral, o Governo afirma que a CORE foi criada para tornar a regulação hospitalar mais ágil, transparente e eficiente, funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.
A Secretaria Estadual informa ainda que o novo modelo foi amplamente testado antes da implantação e conta com mais de 200 médicos responsáveis pela análise clínica dos pacientes e definição dos encaminhamentos.
O Estado ressalta que não houve indisponibilidade ou falha sistêmica capaz de comprometer o funcionamento da regulação e garante que a assistência aos pacientes continua sendo realizada normalmente.






Comentários