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Festa de Santa Rita: novena preparatória começa nesta sexta (13) em Juiz de Fora

Atualizado: 13 de mai.

Por Roberta Oliveira



Em Juiz de Fora, começa nesta sexta-feira, 13 de maio, a novena preparatória para a festa de Santa Rita de Cassia, a quem os devotos pedem ajuda nas causas impossíveis. Neste ano será a retomada da programação presencial, suspensa nos últimos anos por causa da pandemia.


As celebrações na Paroquia Santa Rita de Cassia, do Bairro Bonfim, serão em dois horários e ainda haverá o encerramento da quinzena, como explica o administrador paroquial, Padre Camilo de Paiva.


Padre Camilo de Paiva explicou a volta da festa presencial no dia da padroeira, em 22 de maio e destacou que todos os devotos deverão usar máscara, como medida de prevenção da covid-19.


Detalhes da programação e os preparativos para a festa são divulgados no facebook oficial da paróquia de Santa Rita. A Matriz fica na Rua Barão do Retiro, 388, no Bairro Bonfim.





Santa Rita de Jacutinga


Em Santa Rita de Jacutinga, a novena para Santa Rita de Cássia também começa nesta sexta-feira, 13 de maio.

O Vigário Forâneo da Forania de Bom Jesus e pároco da Paróquia de Santa Rita de Cássia padre Márcio Aurélio reforçou que os temas da novena estão relacionados ao tema do II Sínodo Arquidiocesano: “Proclamai o Evangelho pelas ruas e sobre os telhados”.


Os devotos estão participando da Festa de Maio, com a celebração de Nossa Senhora Aparecida e a padroeira Santa Rita de Cássia durante todo o mês. Confira a programação completa:




Clique aqui e confira a programação completa de celebrações em honra a Santa Rita de Cássia em toda Arquidiocese de Juiz de Fora.



Santa Rita de Cássia, a Santa dos Impossíveis

(Fonte: Canção Nova)

Filha única de Antonio Lotti e Amata Ferri, nasceu em Roccaporena, a 5 km de Cássia, no ano de 1381, e foi batizada com o nome de Margherita (Margarida em latim que significa pérola ou pedra preciosa). Seus pais eram ‘pacificadores de Cristo’ nas lutas políticas e familiares entre os Guelfi e os Ghibelini. Deram o melhor de si mesmo na educação de Rita, ensinando-a inclusive a ler e escrever.


Seu grande desejo era consagrar-se à vida religiosa. Mas, segundo os costumes de seu tempo, ela foi entregue em matrimônio aos 16 anos para Paulo Ferdinando Mancini, um jovem de boas intenções, mas vingativo. Tiveram dois filhos, e ela buscou educá-los na fé e no amor.


Com uma vida simples, rica de oração e de virtudes, toda dedicada à família, ela ajudou o marido a converter-se e a levar uma vida honesta e laboriosa. Sua existência de esposa e mãe foi abalada pelo assassinato do marido, vítima do ódio entre facções.


Rita conseguiu ser coerente com o Evangelho perdoando plenamente todos aqueles que lhe causaram tanta dor. Os filhos, ao contrário, influenciados pelo ambiente e pelos parentes, eram inclinados à vingança. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que os levasse antes que cometessem um grave pecado. Ambos, ainda jovens, vieram a falecer em consequência de doenças naturais.


Sem o marido e os filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e às obras de caridade. Ela também tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolas de Tolentino – e milagrosamente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.


Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa de hoje viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e, depois, uma religiosa exemplar. Ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso, teve que viver resguardada.


Morreu no ano de 1457 com 76 anos, após uma dura enfermidade que a fez padecer por quatro anos. Foi venerada como santa, imediatamente após a sua morte, como atestam o sarcófago e o Códex miraculorum, ambos documentos de 1457-1462. Seus ossos, desde 18 de maio de 1947, repousam no Santuário, em uma urna de prata e cristal fabricada em 1930.

Hoje, ela intercede pelos impossíveis de nossa vida, pois é conhecida como a “Santa dos Impossíveis”.

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