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Despedida do Padre João Batista Adário

O sacerdote faleceu na noite da última quarta-feira, 14 de agosto, na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora.


Na tarde da última quinta-feira (15) ocorreu a missa de corpo presente do Padre João Batista Adário. A celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada por diversos padres da arquidiocese na Igreja Menino Jesus de Praga, no Bairro Poço Rico.


Familiares e amigos se despediram daquele que teve a graça de receber todos os sacramentos durante a vida, e tiveram a oportunidade de prestar suas últimas homenagens. Antes da missa Dom Gil conduziu o terço, pois o Pe. João Adário era muito devoto de Nossa Senhora.


Dentre os padres presentes estava o Monsenhor Miguel Falabella, ele o acompanhou desde sua juventude, quando estava no seminário, na cidade do Rio de Janeiro. “Acompanhei o Pe. João no namoro, no noivado, fiz o casamento dele e batizei alguns filhos dele. Além disso, acompanhei os passos no caminho do sacerdócio. Sinto um pesar pela partida dele, mas também uma alegria no coração por ter um grande servidor junto de Deus”, contou ele.


O Padre João Adário tinha 89 anos e faleceu devido à saúde debilitada, por conta da idade. Em entrevista, e também durante a celebração, Dom Gil rememorou os passos do padre. “Quando criança pensou em ser padre, foi para o seminário, não pode prosseguir. Saiu e estudou advocacia. Foi professor em muitos lugares. Depois casou-se, teve seis filhos, 14 netos e uma bisneta. Então, depois de ficar viúvo, ele pediu à Igreja o sacerdócio, completou os estudos e foi ordenado padre no dia 15 de fevereiro de 2004, e foi um ótimo sacerdote. Era congregado mariano, era membro do apostolado da oração, tinha uma grande devoção a Nossa Senhora e ao coração eucarístico de Jesus”.


“Neste momento em que nós nos despedimos, queremos agradecer ao Nosso Senhor, não só o trabalho sacerdotal, mas toda a vida de espiritualidade desse nosso irmão. Essa sua vida de exemplo como fiel, como pai de família, como irmão e como sacerdote”, ressaltou Dom Gil.


Durante a homilia, o pastor falou sobre a última Páscoa do cristão, lembrando a todos da promessa de Jesus para nós: a ressurreição eterna, aquela que nunca mais termina. Além disso, fez apontamentos interessantes a respeito do contexto da morte do padre, “eu gosto muito de olhar os sinais de Deus na hora da morte, Deus fala em pequenos gestos. Ele morreu no mês vocacional, ele que viveu com vocação tão acentuada no coração; morreu na semana da família, ele que fez tudo pela sua família; morreu no dia de São Maximiliano Kolbe, que foi um padre que no campo de concentração ofereceu-se para morrer no lugar de um pai (…); e foi sepultado hoje, dia da Assunção de Nossa Senhora”. Dom Gil concluiu reafirmando a confiança na vida eterna, especialmente para o Padre João Adário, “hoje chegou o momento de gozar das alegrias da eternidade”.


*Fonte: arquidiocesejuizdefora.org.br

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