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Câmara debate fortalecimento da rede de proteção e combate à violência contra a mulher em Juiz de Fora

Foto do escritor: Silvia Carvalho
Silvia Carvalho
15 de jul.
2 min de leitura

Por Rádio Catedral



Foto: Divulgação/CMJF
Foto: Divulgação/CMJF

Fortalecer as mulheres e ampliar as políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero foram os principais temas de uma audiência pública realizada nesta terça-feira (14) na Câmara Municipal de Juiz de Fora.


O debate, proposto pelas vereadoras Laiz Perrut e Letícia Delgado, reuniu representantes do Judiciário, das forças de segurança e da Prefeitura para discutir estratégias de prevenção e proteção às vítimas.


Dados apresentados durante a audiência mostram a gravidade do cenário. Em Minas Gerais, foram registrados 148 casos e tentativas de feminicídio entre janeiro e maio deste ano. Em Juiz de Fora, uma mulher foi vítima de feminicídio no mesmo período. Já nos dois primeiros meses de 2026, o município contabilizou 626 registros de violência contra a mulher.


As vereadoras defenderam a ampliação das políticas públicas e da atuação integrada entre os órgãos responsáveis. Também ressaltaram a importância da educação para promover uma cultura de respeito e romper com os ciclos da violência desde a infância.


A juíza da Vara da Violência Doméstica de Juiz de Fora, Maria Cristina de Souza Trulio, explicou que a violência costuma seguir um ciclo, que se torna cada vez mais frequente quando não há intervenção. Segundo ela, por isso é fundamental que as vítimas procurem ajuda logo nos primeiros sinais de agressão. A magistrada destacou ainda que Juiz de Fora conta com uma rede de atendimento estruturada para acolher e proteger as mulheres.


Representando a Polícia Militar, a capitã Camila Oliveira Fernandes Meirelles apresentou o trabalho desenvolvido pelo 27º Batalhão. Segundo ela, o acompanhamento das vítimas vai além do registro da ocorrência. Após o atendimento inicial, a PM realiza uma visita tranquilizadora em até 72 horas e mantém acompanhamento especializado por até 90 dias. Somente neste ano, já foram realizadas 650 visitas às vítimas de violência doméstica.


Durante a audiência, também foi apresentado o andamento da Casa da Mulher Brasileira em Juiz de Fora. A secretária Especial das Mulheres, Lurdes Militão, informou que a inauguração da unidade está prevista para março de 2027. O espaço vai reunir, em um único local, diversos serviços de acolhimento, proteção e atendimento às mulheres em situação de violência, fortalecendo a rede de apoio no município.

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