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Arquidiocese de Juiz de Fora promove formação para Novas Comunidades

Por Rádio Catedral com informações da Arquidiocese de Juiz de Fora



Nesta sexta-feira (22), às 19h, a Arquidiocese de Juiz de Fora promoverá uma formação direcionada aos integrantes das Novas Comunidades de toda a Província Eclesiástica de Juiz de Fora, que ainda inclui as dioceses de Leopoldina e São João del-Rei. O evento será no Auditório Mater Ecclesiae, no prédio da Cúria Metropolitana, com entrada gratuita.


Na ocasião, será apresentado um artigo de Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, com o tema “As Novas Comunidades e a relação entre os dons carismáticos e os dons hierárquicos: Eclesiologia e Pastoral a serviço do Evangelho”. A formação é direcionada especialmente a fundadores, cofundadores, moderadores e formadores gerais e membros de Conselho das Novas Comunidades, mas á aberta a todos os membros.


A realização do evento segue uma indicação do Grupo de Trabalho sobre as Novas Comunidades do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que é presidido por Dom Júlio César Gomes Moreira, Bispo Auxiliar de Belo Horizonte. O grupo tem por finalidade acompanhar os movimentos com carismas particulares dentro universalidade do mistério eclesial.


O prédio da Cúria Metropolitana fica na Av. Barão do Rio Branco, 4516 – Bairro Alto dos Passos.


Estudo sobre as Novas Comunidades*

O grupo nacional de trabalho que reflete sobre as expressões carismáticas na Igreja no Brasil foi criado pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em junho de 2021, a partir de uma proposta da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato.


Composto por bispos e representantes da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), da Renovação Carismática Católica e do Serviço Internacional de Comunhão Charis, o GT retomou as reflexões já realizadas pela Conferência Episcopal sobre a atuação e identidade dos grupos ligados à RCC, movimentos eclesiais e novas comunidades.


Desde a década de 1990, a CNBB tem estudado e oferecido orientações relacionadas ao carisma pentecostal católico, como a publicação do documento 53 – “Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica” -, a realização de seminários sobre novas comunidades e a elaboração do subsídio “Associações de fiéis, movimentos eclesiais e novas comunidades” para a 55º Assembleia Geral.





O que são as Novas Comunidades?**

Em 1998, no IV Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais e das Novas Comunidades, em Roma, o Papa João Paulo II compreendeu esses movimentos e comunidades como “a nova primavera da Igreja. São expressões providenciais da nova primavera suscitada pelo Espírito Santo através do Concílio Vaticano II. Constitui o anúncio do poder do amor de Deus que, superando divisões e barreiras de qualquer gênero, renova a face da Terra para construir nela a civilização do amor.”


Dois anos antes, na Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata, o mesmo João Paulo II já havia descrito as novas fundações: “A originalidade destas novas comunidades consiste frequentemente no facto de se tratar de grupos compostos de homens e mulheres, de clérigos e leigos, de casados e solteiros, que seguem um estilo particular de vida, inspirado às vezes numa ou noutra forma tradicional ou adaptado às exigências da sociedade atual. Também o seu compromisso de vida evangélica se exprime em formas diversas, manifestando-se, como tendência geral, uma intensa aspiração à vida comunitária, à pobreza e à oração. No governo, participam clérigos e leigos, segundo as respectivas competências, e o fim apostólico vai ao encontro das solicitações da nova evangelização.”


Segundo a CNBB, no Subsídio Doutrinal “Igreja Particular, Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades”, de 2009, as Novas Comunidades ressaltam o direito que os leigos têm de se engajarem na Igreja, o qual provém do batismo e apresentam os cinco critérios de eclesialidade:


  • – O primado dado à vocação universal de todo cristão: a santidade;

  • – A responsabilidade em professar a fé católica, no seu conteúdo integral;

  • – O testemunho de uma comunhão sólida e convicta com o Papa e com o bispo;

  • – A conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja: a evangelização, a santificação e a formação cristã dos povos;

  • – O empenho de uma presença na sociedade humana, a serviço da dignidade integral da pessoa humana.


Ou seja, as Comunidades Novas trazem um novo estilo de vida consagrada a Deus, com a presença de leigos, casais e sacerdotes. Elas têm um carisma que as distingue das demais famílias religiosas; possuem uma intensa vida de oração e um renovado ardor missionário.


Na Arquidiocese de Juiz de Fora, atualmente há 11 Novas Comunidades de Vida e Aliança.

A Comunidade de Aliança é o chamado para viver o seguimento a Cristo e seu Evangelho em meio à vivência familiar e atividades profissionais permanecendo em suas famílias, residências e suas atividades ou trabalhos próprios.


Já os membros da Comunidade de Vida passam a viver de uma forma mais fraterna, morando na casa da Comunidade à qual pertencem, abraçando um verdadeiro chamado de dedicação à oração, vida fraterna e serviço da Obra.



*Com informações do site da CNBB

**Com informações de Canção Nova e Comunidade Shalom

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